A Tal da Física

Laboratório virtual

Dezoito experimentos em seis áreas

Cada experimento tem a ideia principal ao lado e os números calculados na hora. Mexa nos controles, faça a conta no papel e confira.

F

Área 1

Mecânica

Lançamento oblíquo

Na horizontal o movimento é uniforme; na vertical, a gravidade freia a subida e acelera a descida. A combinação dos dois desenha uma parábola.

x = v₀·cos θ·t
y = v₀·sen θ·t − ½·g·t²
A = v₀²·sen 2θ / g

  • Compare 30° e 60°: o alcance é o mesmo, a altura não.
  • Na Lua, com a mesma velocidade, a bola vai seis vezes mais longe.
Lançamento oblíquo
Alcance—
Altura máx.—
Tempo de voo—

Pêndulo simples

Para oscilações pequenas, o período só depende do comprimento do fio e da gravidade. A massa e a amplitude não entram na conta.

T = 2π·√(L/g)

  • Quadruplique o comprimento e o período dobra.
  • Na Lua o mesmo pêndulo balança quase 2,5 vezes mais devagar.
Pêndulo simples T = —

Plano inclinado com atrito

O peso se divide em duas partes: uma empurra o bloco rampa abaixo (P·sen θ) e a outra aperta o bloco contra a rampa (P·cos θ), que responde com a normal. O atrito se opõe ao deslizamento e tem como limite μ·N.

a = g·(sen θ − μ·cos θ)
desliza quando tg θ > μ

  • Mude a massa: as forças mudam, a aceleração não.
  • Com μ = 0,3, o bloco começa a descer em 16,7°.
  • Aqui o atrito estático e o cinético usam o mesmo μ, para simplificar.
Plano inclinado
Aceleração—
Atrito—
Normal—

Colisões e quantidade de movimento

Em qualquer choque sem forças externas, a quantidade de movimento total se conserva. A energia cinética só se conserva no choque perfeitamente elástico. O coeficiente de restituição e diz o quanto os corpos se afastam depois, comparado com o quanto se aproximavam antes.

m₁·v₁ + m₂·v₂ = m₁·v₁' + m₂·v₂'
e = (v₂' − v₁') / (v₁ − v₂)

  • Massas iguais e e = 1: os carrinhos trocam de velocidade.
  • Com e = 0 eles seguem grudados e a perda de energia é máxima.
  • Velocidade negativa significa movimento para a esquerda.
Colisões
Velocidades depois—
Q total—
Energia cinética—

Polias de Arquimedes

A polia fixa só muda a direção da força. Cada polia móvel divide o peso entre os dois lados da corda, então a força cai pela metade. Na talha de Arquimedes as polias móveis ficam em série, cada uma com a própria corda presa no teto, e a força cai pela metade a cada polia acrescentada.

F = P / 2ⁿ
corda puxada = 2ⁿ·h
W = F·d = P·h

  • Com 4 polias móveis, 80 kg pesam na mão como 5 kg.
  • Clique em Puxar a corda e compare quanto sobe a carga e quanto desce a mão.
  • Nenhuma máquina simples economiza trabalho: o que se ganha em força se paga em distância.
  • Conta Plutarco que Arquimedes puxou sozinho um navio carregado usando um sistema de polias.
Polias de Arquimedes
Força na mão—
Corda puxada—
Trabalho—

n

Área 2

Óptica

Refração e a lei de Snell

Quando a luz muda de meio, sua velocidade muda e o raio se desvia. O índice de refração n = c/v diz quantas vezes a luz fica mais lenta naquele meio do que no vácuo.

n₁·sen θ₁ = n₂·sen θ₂

  • Do ar para a água, veja o raio se aproximar da normal.
  • Da água para o ar, passe de 48,8° e observe a reflexão total.
  • No diamante o ângulo limite é de só 24,4°. Por isso ele brilha tanto.
Refração
Ângulo refratado—
Ângulo limite—
Velocidade no meio 2—

Lentes esféricas

Três raios bastam para achar a imagem: o que chega paralelo ao eixo e sai pelo foco, o que passa pelo centro óptico sem desviar e o que passa pelo foco e sai paralelo. A equação de Gauss dá a mesma resposta em números.

1/f = 1/p + 1/p'
A = −p'/p

  • Na convergente, coloque o objeto entre o foco e a lente: a imagem vira virtual e maior, como numa lupa.
  • Exatamente no 2F, a imagem tem o mesmo tamanho do objeto.
  • A divergente sempre forma imagem virtual, direita e menor.
Lentes
Posição da imagem p'—
Aumento A—
Imagem—

Espelhos esféricos

Os espelhos seguem a mesma equação de Gauss das lentes. No côncavo o foco fica na frente do espelho; no convexo, atrás. O raio que bate no vértice volta simétrico em relação ao eixo.

1/f = 1/p + 1/p'
f = R/2

  • Côncavo com o objeto além do centro C: imagem real, invertida e menor.
  • Côncavo com o objeto perto do vértice: imagem virtual e maior, como no espelho de maquiagem.
  • O convexo dá imagem virtual e menor e amplia o campo de visão, por isso é usado em retrovisores e saídas de garagem.
Espelhos esféricos
Posição da imagem p'—
Aumento A—
Imagem—

λ

Área 3

Ondulatória

Efeito Doppler e ondas estacionárias

Quando a fonte de som se move, as frentes de onda ficam espremidas à frente dela e espaçadas atrás. Quem está à frente ouve um som mais agudo; quem ficou para trás, mais grave. É por isso que a sirene da ambulância muda de tom quando ela passa.

f' = f·v/(v ∓ vfonte)
v = λ·f

  • Comece com a fonte parada: círculos com o mesmo centro e o mesmo tom para todos.
  • Passe de 340 m/s e veja as frentes se empilharem num cone, a onda de choque.
  • No seletor, troque para onda estacionária: uma corda presa nas pontas só vibra em certas frequências, com nós parados e ventres que oscilam.
Efeito Doppler · Ondas
——
——
——

Q

Área 4

Termodinâmica

Ciclo de Carnot

A máquina térmica ideal: duas isotermas e duas adiabáticas. O gás recebe calor da fonte quente, transforma parte dele em trabalho e cede o resto à fonte fria. No diagrama p × V, o trabalho por ciclo é a área dentro da curva.

η = 1 − Tf/Tq
W = Qq − Qf

  • O rendimento só depende das temperaturas, sempre em kelvin.
  • Aproxime Tf de Tq: a área encolhe e o trabalho quase some.
  • Mesmo a máquina ideal nunca chega a 100 %: isso exigiria Tf = 0 K.
Ciclo de Carnot · 1 mol de gás ideal
Rendimento—
Calor recebido—
Trabalho por ciclo—

i

Área 5

Eletricidade

Circuitos e a lei de Ohm

A tensão empurra as cargas, a resistência se opõe ao movimento e a corrente é o resultado dessa disputa.

U = R·i
Série: Req = R₁ + R₂
Paralelo: Req = R₁·R₂ / (R₁ + R₂)

  • Com os mesmos valores, troque de série para paralelo e compare a corrente.
  • As bolinhas seguem o sentido convencional da corrente, e a velocidade delas acompanha o valor de i.
  • Quer treinar? O quiz de eletricidade tem dez circuitos para resolver.
Circuito resistivo
R equivalente—
Corrente total—
Potência—