Planetas
As equações do modelo
A gravidade como força centrípeta
1. Gravitação universal
Newton: o Sol (massa M) atrai o planeta (massa m) com uma força que cai com o quadrado da distância. G = 6,67 × 10⁻¹¹ N·m²/kg².
2. Força centrípeta
Para andar em círculo, o corpo precisa de uma força resultante apontando para o centro. Ela não é uma força nova: alguém tem que fazer esse papel.
3. Órbita circular
Na órbita, a gravidade é a força centrípeta. A massa m do planeta cancela: Júpiter e uma pedrinha na mesma distância andam com a mesma velocidade. Para a Terra, v ≈ 29,8 km/s.
4. Período
Uma volta completa tem comprimento 2πr. Com r = 1,50 × 10¹¹ m e v = 29,8 km/s, sai T ≈ 365 dias.
5. 3ª lei de Kepler
Juntando 3 e 4: a razão T²/r³ é a mesma para todos os planetas do Sol. Medindo T em anos e r em UA, ela vale 1.
6. Velocidade de escape
Abaixo da circular, a gravidade sobra e o planeta cai para dentro (elipse). Acima, falta gravidade e ele se afasta (elipse maior). A partir de √2, não volta mais.
O outro movimento circular da Terra
Rotação: quem está no equador anda a 1 670 km/h
Cada ponto da superfície descreve um círculo em torno do eixo, de raio R·cos φ. Parte da gravidade é gasta como força centrípeta, e o peso aparente fica um pouco menor. E se o dia fosse bem mais curto?
Onde o modelo simplifica
Limites
- Só existem a estrela e um planeta. Os outros planetas puxam de leve e fazem a órbita real girar e oscilar ao longo de séculos.
- A estrela fica parada. Na verdade os dois giram em torno do centro de massa, que no caso Sol–Júpiter fica logo acima da superfície do Sol.
- As órbitas reais já são elipses um pouco achatadas (a da Terra varia de 147 a 152 milhões de km). Aqui a Terra começa em órbita circular.
- Na rotação, a Terra é tratada como esfera perfeita e g = 9,81 m/s² sem rotação. A Terra real é achatada nos polos, o que muda mais um pouco o g.